quarta-feira, 20 de maio de 2009

Quero o fim!

Cansada de sonhar contigo….

Sensação terrível acordar a pensar em ti depois de sonhar o impossível e totalmente indesejável neste momento.

Pára de me assombrar. Não me escrevas. Já não te peço, imploro!

Não me queiras prender a uma sedução secundária… Já não aceito.
Pelos menos isso, faz por mim…

Deixa-me partir, não insistas. Larga o teu egocentrismo e pensa em mim, só desta vez.

Agradeço sinceramente.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Há gajos parvinhos, há...

Pediste-me que guiasse naquela noite. Não era a primeira, mas era o quase princípio de tudo.
Á porta da tua alma brinquei. Uma trinca suave, um doce olhar, rejeitei. Fui embora, segura de mim mesma, com prazer mas sem sentir demais.
Deixaste-me em casa.
Mandaste mensagem, nem sequer te respondi. Nem gostei de a receber. Foi, os beijos sentiram-se, mas nada mais do que isso.

Tínhamos em comum o facto de termos sido libertos há pouco tempo. Ficamos em nós mesmos, eu fiquei apenas em mim.
E ficou tudo ali, só ali. Não pensei nem relembrei mais…

Mas, insististe. Quiseste voltar a ver-me, a sermos.
E assim, foste criando em mim uma ilusão estúpida e, pior, completamente desnecessária. Tu, que me conhecias melhor que ninguém…
Tu que sempre soubeste que nunca precisei que me cobrissem com rosas e mentirinhas manhosas, tu que sempre soubeste que sempre fui muito clara, é ou não é. Tu que sempre soubeste que eu sabia distinguir perfeitamente entre momentos de amizades especialmente sedutoras e momentos de possíveis relações a criar.
Tu que sempre soubeste que nunca te tinha visto nem te via como um possível amor. Éramos apenas.
Abriste a boca, estragaste tudo.
Conhecias-me tão bem! Porque o fizeste?? Mais que a ninguém, sempre te ouvi. Mais que a ninguém, sempre te admirei. Sempre te senti, sempre me foste. Eras o meu porto de abrigo. A minha solução.

Hoje não me apetece escrever bonito, hoje apetece-me simplesmente despejar a mágoa que sinto e a raiva que te tenho.
E apetece-me que quem quiser saber, que saiba. Ás vezes até me apetecia gritar o teu nome e apontar-te o dedo, mas nunca o farei. E também fizeste o que fizeste porque sabes que era incapaz de te “trair” ou trair o que tivemos. E tens razão. Pelo menos nisso não falhaste comigo.
Despertaste na minha mente e, principalmente, no meu coração uma possibilidade até ali completamente impensável. Fizeste-me crer numa relação proibida a priori, mas impossivelmente possível! Com tudo isso criaste e foste alimentando ao longo do tempo, e sim foi tudo alimentado única e exclusivamente por ti, uma possibilidade que para ti estava bem longe de ser realizada. Não consigo entender porquê…
Fizeste-me lembrar uma miúda. Sim, uma criança. Que tem medo de perder o bonequinho e então trata-o bem, até que chegue uma nova versão mais fashion e colorida.

O que me deixa mais revoltada é que tu sempre soubeste que eu nunca te deixaria de ser. Que não precisavas de me tratar bem, porque me bastava que fossemos; que não me importava que mais tarde arranjasses uma nova boneca, porque eu sei que a vida é assim! Só é eterno enquanto dura, e eu não quero a eternidade realizada, quero a eternidade sentida. Essa terei sempre!!! E eu nunca quis namorar contigo… Nem nunca tal me passou pela minha jovem cabecinha, até tu te lembrares de estragar tudo, claro está!
Com foste capaz???
Fui tua amiga, confidente, ouvi as tuas tristezas e alegrias. Abracei-te. Apertei-te contra o meu peito e disse que serias sempre tu na nossa eternidade.
Mas sabes, eu só te olhei de outra forma porque tu o permitiste! Porque tu entraste em mim, e pior, fizeste ecoar as tuas palavras bem alto ao meu ouvido! “E se namorássemos?”, “Temos que ir passar um fim de semana os dois a uma ilha paradisíaca (quase. lol)!”.

Parabéns. Estragaste uma amizade, o sentimento ao qual eu dou mais importância neste mundo. A amizade, a verdadeira e genuína amizade. Era o que eu sentia por ti. Não sei se era o que querias, nem porquê, mas muitos parabéns!

Enfim, agora estás bem. Tens a tua princesinha, simpática por sinal. Ainda bem! Acredita que não te desejo mal nenhum, nem tinha motivo para tal.
Foste fraco, falhaste, cometeste um erro. Como qualquer ser humano normal. Mas vou sempre desejar-te o melhor. Porque sei que no fundo, deves merecer.
Eu tolero que os meus amigos me magoem, desde que me peçam desculpa se acharem que o tem que fazer. Se não acharem, perco amigos (se é que eram amigos…). Simples. Os meus estão sempre comigo (como eu achava que estavas, mas pancada levamos todos os dias…).
Como não podia deixar de ser, aprendi contigo! Como sempre aprendi desde que te conheci! Pelo menos isso, perco um amigo, ganho uma valente desilusão, mas ganho também experiência de vida e aprendo a não ser tão burrinha! Muito bom.

Sabes, eu estou sempre disposta a ouvir e a perdoar. Mas neste momento nem sequer te quero ver. És, sem dúvida, a maior desilusão que tive até hoje. Foste, sem dúvida, a pessoa que mais fez a minha alma sangrar... Que fez os meus olhos secarem, de já não poderem mais…
Seguia-te como um cego, bastava-me sentir-te e atirava-me sem ver (se estivesse um buraco a minha frente, azarito, eu confiava mesmo cegamente em ti).

Dói pensar em ti. Dói saber que terei que me abstrair do que vivemos.
Dói ter que saber por outras pessoas, quando supostamente éramos amigos.
Falo-te como amiga, e claro que falo como alguém que te adorou mais do que devia… Realmente, adorei-te. Neste momento, sinto uma mágoa profunda e uma vontade imensa de esquecer porque te senti demais…

Perdeste-me. E tu sabes, mas nem sequer tens coragem para me enfrentar… Tentaste uma vez e não conseguiste mais.
Afinal não és o super homem. Afinal não és quem eu pensava. Neste caso, és um cobarde. Um simples, verdadeiro e puro cobarde.
Falhaste.
Perdeste-me.
Espero mais tarde poder perdoar e voltar a ter-te como um dos meus… Mas de uma coisa podes ter a certeza, perdeste toda a admiração que eu tinha por ti… Perdeste algum respeito e consideração. Nunca mais serás quem foste. Pode ser que aguentes isso.

Ah, e eu dou-te a lua. Já não a quero. Até isso me fizeste querer perder.

Até sempre, X.
PS - Não precisavas de ter inventado tanto... E no final, bastava dizeres "acabou", ou "estou noutra", e eu seguia tranquilinha na minha humilde vidinha...