sexta-feira, 18 de maio de 2007

Por vezes.


Por vezes dizemos o que sentimos num segundo, e fazemos disso uma história de uma dia que vagueia no pensamento do eterno segundo que nos prende.
Escrevi, não em vão, tudo aquilo que senti.
Porque o aperto que me encurta o respirar por ténues e breves tempos, me cola a uma sensação sentida do que já passou, mas me liberta quando me solto pelas palavras, que nada mais são que simples letras que escorregam pela noite... Sujei os dedos ao tentar desenhar a minha expressão insignificante num ensaio daquilo que sou. Ou que não sou.
Mas, por vezes, não me apetece sentir. Nem escrever. Como agora.
Já passou aquele segundo, como uma gota de chuva... E não quero dizer que sinto o que me ultrapassa.
Reviro os olhos, fecho-os, abro. Volto a fechar. Submergi em mim.
Nem sequer sei escrever. Nem isso.
Mas sou, ponto.


Um segundo, acabou de passar...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Sai.


Afoguei-me nas tuas palavras sem saber nadar... Acreditei que seria capaz de aprender...
Fechaste-me as portas do mundo que eu quero, e abriste-me para a tua sedução irresistível... Mas não quero mais.
Entretanto, vou derramando a minha dor em lágrimas surdas, escondidas e longe do teu sorriso... E vou-te sorrindo... Escondendo que me quero perder contigo, e dizendo sempre "amigos, acima de tudo..."
Desejo-te de uma forma estranhamente estúpida... Mas resistirei... E agora para sempre...
Dói, e muito... Acabou.
Deixaste-me sem palavras, nada do que digo é dito. Já não sei, só sei que te quero esquecer, rápido. E quero ter palavras... Foste o princípio de um fim desnecessário, agora deixa-me, por favor. Vai. E esquece-me.
Porque, afinal, o impossível é possível... E eu e tu é impossível...

Fim. Sai!!!