quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Às cócegas inofensivas seguiu-se o beijo desejado...

Simples.

:)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Olá, Presente!


E quando menos esperava, quando mais sofria, quando menos precisava, quando mais queria... Ela encontrou uma esperança...
Entre olhares ingénuos e sedutores, misturados em conversas a três...
Trocas de inocentes insultos, camuflando a provocação constante... A ternura dos abraços dele querendo sentir o carinho evidente...
No final, as mãos entrelaçadas, um olhar afirmativo, mas uma precipitação a evitar... Foram embora... Beijaram-se apenas quando cada um dormia, bem distantes mas tão perto...
Agora aguarda o futuro, e ri em dias de chuva, canta nos caminhos da sua rotina, e sorri para as nuvens!
Ele entrou na alma dela numa fracção de segundo, deu-lhe a esperança desejada após meses de mágoas e sonhos tristes... E esse passado já nem lhe interessa...
Mesmo que nada seja, já aconteceu o melhor... Uma nova história, um novo sorriso... Voltou a acreditar!


A vida está lá fora, e eu também! :)




"A tristeza tem sempre uma esperança,
de um dia não ser mais triste não!"

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Carta ao Passado


Queria um segundo, apenas um.
Para mudar.

Mas não quero... Absorvo cada história que em mim viveu, transpiro mágoas, esqueço por vezes os bons momentos.
Já completei sorrisos, já espetei facas em corações desprotegidos, já doeu, já fui! Já me culpei, me julguei, me perdoei, me persegui.
Hoje digo apenas: basta!
Tu, Passado, não quero que sejas mais... Vives em mim todos os dias, quando acordo e quando me deito. Há coisas que ainda me atormentam, mas não deixo de ser por isso...! Não ficarei ad eternum presa na dor que ninguém vê...
Aprendi contigo, esqueci-me de ti, revives em mim.
A resposta à tua mágoa é o meu sorriso. A minha luta é a tua consequência. Viver é o meu caminho!

PS - Já eras...

"Carpir mágoas sobre o passado é gastar energia que é necessária para reconstruir o futuro."

terça-feira, 6 de outubro de 2009


Como pudeste achar-te digno de me roubar a alma?
Como pudeste achar-te digno de me arrancar o coração? E pisá-lo sem olhar!?
Fizeste-me em pó… Deixei de ser, de sentir…
Passaram horas, dias, meses, e tu continuas aqui.
Como pudeste trair tudo aquilo que me ensinaste?
Simplesmente, como?!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Despedida.

Queria esquecer o que tanto me atormenta... Perder no tempo tudo o que contigo vivi...
Voltar atrás o filme sofrido e reconstruir da forma mais fácil. Não sentir.
Que o meu pensamento não fosses tu... Que a lua que hoje vejo não me fizesse recordar-te...
Se tu pudesses imaginar o quanto me magoas...
Quando acordo assustada e feliz porque sonho que és meu... E nunca o foste, não...
Embrulhaste-me em mentiras odiosas, arrancaste de mim o que eu nem sabia que em mim existia!!
Fui tão tua...
E ainda tenho saudades... Do teu olhar arrepiante, do teu beijo... Como desfalecia em ti...
Digo, enganosamente confiando, que nunca regressaria ao nosso sofá... Que o perdão é impensável, e a desilusão é infinita...
Mas se me beijasses de novo como naquela noite, sabes que nunca iria conseguir resistir...
No entanto, no final, era eu que me ia embora... Faltou isso. A minha despedida.
O sofá agora, é dela.
Os abraços fortes e seguros, o olhar terno e selvagem, o beijo apaixonado e único... Nada mais será meu,
E, admito, entre lágrimas raivosas, eu tenho saudades tuas! ...
Odeio-te tão só pelo amor solitário que em mim deixaste... Pelas noites sem dormir, pelas lágrimas que tiveram que ser escondidas por sorrisos e gargalhadas tão falsas... Pelo vazio triste, simplesmente triste, que criaste...
Escondo em momentos estúpidos, em pessoas insignificantes, aquilo que me és... Obrigaste-me a não ser eu...
E quando tudo acabou não foste capaz de o dizer!! Dizias-me que era sério o que tinhas, e continuavas a dizer que eu te era... Atitude mais merdosa e infantil...
Sei que um dia me vais pedir perdão, que vais querer a minha amizade de novo... Mas nunca mais serás.
Perdeste-me e eu perdi-te.
Resta-me esquecer que tivemos momentos de magia única e de um mistério incompreensível... Que o meu amor ainda subsiste, e que a tua fuga me atraiçoou...
Ainda te queria só para mim...
Mas por favor, mostra-me que não me queres! Diz-me que foste embora de vez e faz-me acreditar que isso é verdade! Deixaste aberta uma esperança sem fundamento mas sem palavras!!!
Tiveste medo das minhas lágrimas, tiveste medo que a minha dor te assombrasse. Mas um dia vais saber o que sofri. Não por vingança nem por ódio, não. A vingança é impensável, e o ódio que tenho é pelo que sinto e não por ti.
Mas pela amizade que te tinha, pela confinça que em ti depositei, pelo respeito que sempre te tive, pela admiração, pelos anos de convivência, pelos momentos, pela honestidade que sempre tivemos enquanto amigos, um dia, sim, saberás o sofrimento que me persegue todos os dias desde o dia em que me disseste que "é para valer", as lágrimas que me consomem sempre que as recordações aparecem, saberás a dor que tive, e o aperto que senti... A aflição e o choro convulsivo que tive a primeira vez, sim, saberás.
.
.
Porque nunca me mandaste embora?!? Era mais fácil...
Fraco...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Foste incapaz de fechar a porta. Cobarde, novamente cobarde.
Eu fecho por ti.
Adeus.

"(...) Queria mais, vê tu! Queria viver no limite todos os dias, queria que as coisas estivessem sempre a correr. Conhecer novas pessoas todo o tempo, sair, ir a discotecas, divertir-me todos os dias, sentir que podia seduzir todos à minha volta e brincar com isso. Mas agora, agora que a noite chegou e que fiquei sozinha, agora que te foste embora para a tua vida, agora que sei que também tu voltaste para uma casa onde tens alguém à tua espera, alguém que te ama, alguém que te dá paz, também a mim, de repente, me apetecia poder ir para casa e ter à minha espera alguém que me amasse. Não, não estou a dizer que queria que fosses tu. Não estou a dizer isso, estou a falar de alguém. Alguém sem nome.
Eu sei que algures, mais adiante na minha vida, hei-de encontrar quem esteja em casa à minha espera quando eu chegar. Sim, eu sei, está escrito, é sempre assim. Mas era agora que eu queria não sentir este vazio, não te sentir tão distante, tão longe do deserto. Queria só dar um sentido à nossa viagem. Já sei, já sei que nada dura para sempre - só as montanhas e os rios, meu sábio. Mas o que fomos nós um para o outro: apenas companheiros ocasionais de viagem? Com o tempo contado, com tudo previamente estabelecido e com prazo de validade previsto à partida? Foi só isso, diz-me, foi só isso o nosso encontro? Não ficou mais nada lá atrás, não deixámos nada de nós os dois no deserto que atravessámos?"



No teu deserto

Miguel Sousa Tavares

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Filosofia do momento...

O tempo cura tudo,
e outro homem resolve o resto...


...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O tempo cura tudo...

It's time to let you go
It's time to say goodbye
There's no more excuses
No more tears to cry
There's been so many changes
I was so confused
All along you were the one
All the time I never knew

I want you to be happy

You're my best friend
But it's so hard to let ya go now
What that could have been
I'll always have the memories
She'll always have you
Faith has a way of changing
Just when you don't want it to


Throw away the chains
Let love fly away
Till love comes again

I'll be okay


Life passes so quickly
Ya gotta take the time
or you'll miss what really matters
You'll miss all the signs
I've spent my life searchin'
For what was always there
Sometimes it will be too late
Sometimes it won't be fair

Throw away the chains
Let love fly away
Till love comes again
I'll be okay

I won't give up
I won't give in
I can't recreate
What just what might have been
I know that my heart
Will find love again
Now is the time to begin

Throw away the chains

Let love fly away
Till love comes again
I'll be okay
I'll be okay
I'll be okay

Can't hold on forever baby,

Can't hold on forever baby,
Can't hold on forever baby,
I'll be okay

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Quero-nos!

Quando gosto, gosto mesmo…
Chorei até não poder mais, descarreguei toda a insuportável dor que me consumia. Disse-te tudo. Aceitei o teu perdão.
Deixei o meu coração nas tuas mãos.
A lua esteve sempre lá. Sabes que nunca a quis perder…
Lancei todas as palavras que me prendiam num silêncio sofredor, declarei-me sem medo.
No final já não conseguia largar os teus lábios. O teu olhar voltou a ser meu por instantes, e eu deixei-me levar por ti.
Quero-te. Mais do que isso, quero-nos!
Sei agora que a luta é praticamente inútil. Mas não conseguirei ficar sem ir.
Vou lutar por ti, mesmo sabendo que a probabilidade de sermos é praticamente nula.
Mas não vou desistir.
Quero poder ter o teu beijo, quero poder olhar-te como só nós sabemos, quero fazer aquele sorriso maroto… Quero rir-me contigo!
E quero comer aquela bola de Berlim, e fazer o que um dia me disseste que faríamos.
Queres de mim mais do que eu te posso dar, mas eu sinto demais. Não sei dizer se é amor, é simplesmente estranho…
Dar-te-ia tudo o que quisesses, mas no momento certo.
Sei que ela te dará tudo o que queres agora, e te irá completar como precisas. Mas gostava de ter uma oportunidade…
Não digas que a idade não interessa… É o nosso grande obstáculo…
Eu adoro-te, deixa-me dar-te o que tenho. Prometo que te serei sempre…

Responde-me, posso lutar por ti?!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Só queria mergulhar no mais fundo ser que me possa ser. Encontrar em mim o turbilhão da vida.
Não esqueço o que me deste, mas lembrarei sempre o que me tiraste. És demasiado importante para não te perdoar, desde que me peças perdão.
Não quero (nem gosto) guardar rancor de erros teus. Não quero mesmo.
Mas morreu em mim o bom de ti. Fico apenas com o razoável.
Quero a vida, simplesmente! Mas bem longe das tuas falsas promessas...
Guardarei comigo o nosso silêncio.
Podes ter dias horríveis, mas não me interessa!
Só me interessa o meu bem-estar. Chamem-lhe egoísmo. Eu chamo-lhe gostar de mim.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Noite de S. João


A noite começou calminha. Jantar em casa da A., um São João "à Mirandela", já que o jantar foi a alheirinha típica com batata cozida (e não com arroz, ovo estrelado e batata frita como os de cá teimam em fazer, que de transmontana nada tem!).
Não houve sardinhada, mas não fazia muita questão também, já que as Verbenas em Mirandela fizeram-me enjoar sardinhas (para não falar do cheiro...). Uma garrafa de vinho para cada uma (porque o meu irmão e a S. teriam exame na quinta e beberam aguinha), e começou a noite.
Fomos logo para a Foz, finos e caipirinhas, mais 5 ou 6 pessoas e a noite animava.
A primeira marca de bebedeira: a procura de uma casa de banho privada. Mais privada era impossível, e mais não digo! (Só espero que aquilo não tenha câmaras, uma acusação de invasão de propriedade e atentado ao pudor não caía nada bem!)
Muita conversa, marteladas e mais finos e caipirinhas. (E regressos à "nossa" casa de banho!)
2.30h o pessoal abandona a minha dupla, e lá ficamos!
Dançar pimbalhada é do melhor! Quim Barreiros sempre em grande! O espírito aberto, sem manias e sem "ah e tal eu sou fashion", figuras rídiculas, copos e mais copos, risos e alegria alcoólica! Muito bom. "Quem és tu? Miiiúdaaaa!"
Bastavamos nós as duas. Fizemos a festa, a nossa festa!
Perguntamos à X e ao Y (como é óbvio não me recordo dos nomes) onde era "o" sítio, não nos disseram... Alguém sabe onde é?! Fica a dúvida... (ehehhe)
O merecido cachorro replecto de gordura e bactérias não podia falhar, rabinho na areia, em frente ao mar, as duas, num ambiente extremamente romântico! A uma até entrava areia para o dito rabinho... Lol. O que ganhámos? Calças sujas com maioneses e ketchup (nem as consegui lavar cá, tiveram que ir para casa dos papás), nódoas amarelas e vermelhas, batata frita ranhosa colada. Bem sujinha que, pelo menos eu, fiquei!
6h e tal da manhã (se bem me recordo) e gente a começar a ir embora... Mas que é isto? Queríamos mais! Mas nada... Toca a chamar o táxi, tentativas mais que frustradas. No Castelo do Queijo há um bus qualquer para minha casa, tão looonngeee... Pelo caminho: mais um cachorro!! (Mais vinte quilinhos para os pneus é o que é preciso!) Mais roupa suja e um lenço perdido...
Viagem de bus: eteeeeernaaaaaaaa! Ganda volta que deu, mas chegámos inteiras! Cansadas mas bem dispostas, e toca a comer gelado as 8h da matina depois de estar bem cheinha de áclcool!
Aterrar definitivamente...
A meio da manhã parece que tentei agredir a A., que abriu o telemóvel e eu confundi (se é q é possível) a luz do telemóvel com barulho que a minha gata supostamente iria fazer, e da minha cama estiquei o braço e levantei-lhe a mão pronta a dar uma palmadinha a minha gata caso fizesse o mínimo ruído! (Tendo em conta que a A. é alérgica a gatos, a Tecas nunca poderia dormir no meu quarto nessa manhã, mas pronto é o hábito...).



Conclusão: Noite muito bem passada na melhor companhia possível!
E, admito, quando acordei, acordei feliz! A amizade é, indubitavelmente, das melhores coisas do mundo! A verdadeira, a genuína amizade!
Eu e A. somos amigas praticamente desde que ela nasceu. Conhecemos cada expressão, cada atitude, cada sentimento. A cumplicidade que nos une é indiscutível. E esta noite foi mais uma prova disso. Apesar das contrariedades que por vezes possam surgir, sabemos sempre superar tudo, e aprendemos o significado de perdoar!
Construimos a nossa amizade todos os dias... E é isto que me faz feliz, e me faz sentir que tenho mesmo muita sorte!
Os olhares que trocamos em todos os momentos, as leituras que sabemos fazer uma da outra é simplesmente inabalável e tão nosso!
Porque devemos agradecer as coisas boas que a vida nos dá, deixo o meu eterno agradecimento à A. pela amizade, pelo perdão, pela magia, pela cumplicidade, pela sinceridade.



Faz espuma comigo, sim?! =D


Tããooo gayyy.... =P

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Yuka...


Recordo a primeira vez que a vi.
A minha Yuka.
Vou ter saudades de chegar a Mirandela e ouvir o seu ladrar constante enquanto sentia que alguém chegava mas não sabia quem era, e no final, quando me via, o seu xixizinho de emoção…
Vou ter saudades de a ver bater palmas quando, por exemplo, o FCP marcava um golo.
Vou ter saudades da sua insistência em que alguém lhe atirasse o osso azul ou uma bola qualquer…
De quando eu lhe dizia “Vamos à rua zuucaaa?” E ela depressa abanava a sua cauda toda contente! Nunca precisei de levar trela. Desde que ela me visse ou aos meus irmãos nunca nos deixava.
Vou ter saudades de quando lhe dava banho e depois de a limpar com a toalha abanava-se toda e eu ficava molhada também…
Até mesmo de a ver semi-pegada com a minha Tecas.
Já tenho saudades. De a sentir andar pela casa, de a ouvir ladrar, de lhe dar mimos.


Não me deixaram despedir de ti Yuka, e desculpa por isso. Tal como estive contigo no princípio, gostava de te acompanhar até ao fim. Nunca te vou esquecer, obrigada por todos os momentos….
Eterna saudade…. :(

terça-feira, 9 de junho de 2009

Dói perder a ilusão que criaste em mim...
Dói ter sentido demais o que pouco havia...

Quero-te perdoar, e acima de tudo esquecer.
Quero a tua amizade novamente, mas tenho medo de não conseguir...

No fundo, só queria voltar atrás e não sentir.

Magoaste-me a alma, tiraste-me a esperança. Estou perdida, assim me sinto.


Quero o meu amigo, mas não te quero ver com ela... :(

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Quero o fim!

Cansada de sonhar contigo….

Sensação terrível acordar a pensar em ti depois de sonhar o impossível e totalmente indesejável neste momento.

Pára de me assombrar. Não me escrevas. Já não te peço, imploro!

Não me queiras prender a uma sedução secundária… Já não aceito.
Pelos menos isso, faz por mim…

Deixa-me partir, não insistas. Larga o teu egocentrismo e pensa em mim, só desta vez.

Agradeço sinceramente.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Há gajos parvinhos, há...

Pediste-me que guiasse naquela noite. Não era a primeira, mas era o quase princípio de tudo.
Á porta da tua alma brinquei. Uma trinca suave, um doce olhar, rejeitei. Fui embora, segura de mim mesma, com prazer mas sem sentir demais.
Deixaste-me em casa.
Mandaste mensagem, nem sequer te respondi. Nem gostei de a receber. Foi, os beijos sentiram-se, mas nada mais do que isso.

Tínhamos em comum o facto de termos sido libertos há pouco tempo. Ficamos em nós mesmos, eu fiquei apenas em mim.
E ficou tudo ali, só ali. Não pensei nem relembrei mais…

Mas, insististe. Quiseste voltar a ver-me, a sermos.
E assim, foste criando em mim uma ilusão estúpida e, pior, completamente desnecessária. Tu, que me conhecias melhor que ninguém…
Tu que sempre soubeste que nunca precisei que me cobrissem com rosas e mentirinhas manhosas, tu que sempre soubeste que sempre fui muito clara, é ou não é. Tu que sempre soubeste que eu sabia distinguir perfeitamente entre momentos de amizades especialmente sedutoras e momentos de possíveis relações a criar.
Tu que sempre soubeste que nunca te tinha visto nem te via como um possível amor. Éramos apenas.
Abriste a boca, estragaste tudo.
Conhecias-me tão bem! Porque o fizeste?? Mais que a ninguém, sempre te ouvi. Mais que a ninguém, sempre te admirei. Sempre te senti, sempre me foste. Eras o meu porto de abrigo. A minha solução.

Hoje não me apetece escrever bonito, hoje apetece-me simplesmente despejar a mágoa que sinto e a raiva que te tenho.
E apetece-me que quem quiser saber, que saiba. Ás vezes até me apetecia gritar o teu nome e apontar-te o dedo, mas nunca o farei. E também fizeste o que fizeste porque sabes que era incapaz de te “trair” ou trair o que tivemos. E tens razão. Pelo menos nisso não falhaste comigo.
Despertaste na minha mente e, principalmente, no meu coração uma possibilidade até ali completamente impensável. Fizeste-me crer numa relação proibida a priori, mas impossivelmente possível! Com tudo isso criaste e foste alimentando ao longo do tempo, e sim foi tudo alimentado única e exclusivamente por ti, uma possibilidade que para ti estava bem longe de ser realizada. Não consigo entender porquê…
Fizeste-me lembrar uma miúda. Sim, uma criança. Que tem medo de perder o bonequinho e então trata-o bem, até que chegue uma nova versão mais fashion e colorida.

O que me deixa mais revoltada é que tu sempre soubeste que eu nunca te deixaria de ser. Que não precisavas de me tratar bem, porque me bastava que fossemos; que não me importava que mais tarde arranjasses uma nova boneca, porque eu sei que a vida é assim! Só é eterno enquanto dura, e eu não quero a eternidade realizada, quero a eternidade sentida. Essa terei sempre!!! E eu nunca quis namorar contigo… Nem nunca tal me passou pela minha jovem cabecinha, até tu te lembrares de estragar tudo, claro está!
Com foste capaz???
Fui tua amiga, confidente, ouvi as tuas tristezas e alegrias. Abracei-te. Apertei-te contra o meu peito e disse que serias sempre tu na nossa eternidade.
Mas sabes, eu só te olhei de outra forma porque tu o permitiste! Porque tu entraste em mim, e pior, fizeste ecoar as tuas palavras bem alto ao meu ouvido! “E se namorássemos?”, “Temos que ir passar um fim de semana os dois a uma ilha paradisíaca (quase. lol)!”.

Parabéns. Estragaste uma amizade, o sentimento ao qual eu dou mais importância neste mundo. A amizade, a verdadeira e genuína amizade. Era o que eu sentia por ti. Não sei se era o que querias, nem porquê, mas muitos parabéns!

Enfim, agora estás bem. Tens a tua princesinha, simpática por sinal. Ainda bem! Acredita que não te desejo mal nenhum, nem tinha motivo para tal.
Foste fraco, falhaste, cometeste um erro. Como qualquer ser humano normal. Mas vou sempre desejar-te o melhor. Porque sei que no fundo, deves merecer.
Eu tolero que os meus amigos me magoem, desde que me peçam desculpa se acharem que o tem que fazer. Se não acharem, perco amigos (se é que eram amigos…). Simples. Os meus estão sempre comigo (como eu achava que estavas, mas pancada levamos todos os dias…).
Como não podia deixar de ser, aprendi contigo! Como sempre aprendi desde que te conheci! Pelo menos isso, perco um amigo, ganho uma valente desilusão, mas ganho também experiência de vida e aprendo a não ser tão burrinha! Muito bom.

Sabes, eu estou sempre disposta a ouvir e a perdoar. Mas neste momento nem sequer te quero ver. És, sem dúvida, a maior desilusão que tive até hoje. Foste, sem dúvida, a pessoa que mais fez a minha alma sangrar... Que fez os meus olhos secarem, de já não poderem mais…
Seguia-te como um cego, bastava-me sentir-te e atirava-me sem ver (se estivesse um buraco a minha frente, azarito, eu confiava mesmo cegamente em ti).

Dói pensar em ti. Dói saber que terei que me abstrair do que vivemos.
Dói ter que saber por outras pessoas, quando supostamente éramos amigos.
Falo-te como amiga, e claro que falo como alguém que te adorou mais do que devia… Realmente, adorei-te. Neste momento, sinto uma mágoa profunda e uma vontade imensa de esquecer porque te senti demais…

Perdeste-me. E tu sabes, mas nem sequer tens coragem para me enfrentar… Tentaste uma vez e não conseguiste mais.
Afinal não és o super homem. Afinal não és quem eu pensava. Neste caso, és um cobarde. Um simples, verdadeiro e puro cobarde.
Falhaste.
Perdeste-me.
Espero mais tarde poder perdoar e voltar a ter-te como um dos meus… Mas de uma coisa podes ter a certeza, perdeste toda a admiração que eu tinha por ti… Perdeste algum respeito e consideração. Nunca mais serás quem foste. Pode ser que aguentes isso.

Ah, e eu dou-te a lua. Já não a quero. Até isso me fizeste querer perder.

Até sempre, X.
PS - Não precisavas de ter inventado tanto... E no final, bastava dizeres "acabou", ou "estou noutra", e eu seguia tranquilinha na minha humilde vidinha...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Longe...

Esqueces-te que a amizade era o mais importante.

Magoaste-me.

Isso não perdoo.

Nem me apetece sequer que me fales, aliás não o voltes a fazer, para já.

Não terás mais o meu sorriso, nem eu quero mais o teu olhar. Só te peço que não ouses fazê-lo.

O meu silêncio será a tua resposta, a minha dor será só minha.

sábado, 18 de abril de 2009

Vazio.


Sei apenas que já não quero pensar em ti.
Não me apetece sequer ouvir-te.
E tudo volta ao que era. Ao que deve ser, ao que sempre foi.
Só queria o início para poder evitar o fim. É uma seca este término de nada.
Apagar porque não gostei. Nada mais do que isso.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

"Entre o sim e o todavia..."


Quando acordei, hoje, senti a tua falta…
Queria ter-te a meu lado, desfazer em mil carinhos as saudades que tenho, acariciar o teu rosto de mil e uma formas, como naquela madrugada… Enquanto adormecias ao som da Mariza e eu sorria de tanto seres só meu ali.


“Entre o sim e o todavia…”


Essa noite… Recordo que atravessei a ponte que nos deslindava, entrei em tua casa, e nem bati à porta! Nem sequer pedi licença… Sentei-me na tua cama, admirei-te. Em segundos arranquei-te a roupa com os olhos e com tudo, fomos!
Penso em ti a cada segundo, chamam-lhe “gostar de alguém”. Não sei. Sei que queria passar momentos eternamente contigo, conversar uma tarde inteira na varanda à beira-mar, beber um chocolate quente sedutor… É o que nos vou pensando.
Já não te sei ser como antes, quando tínhamos barreiras inexoráveis que nos sabiam manter aquela distância, ainda que fossemos sem sermos, de vez em quando…
Agora, não sei o que aquele fado nos reserva… Sonho interminavelmente em ter-te quando sinto saudade, imagino de cinco formas um só nós… Cinco momentos distintos que se ligam num só crime continuado…

Estou cansada de sonhar. Queria tanto poder tocar-te… Perguntei-te porque me foges, questionei-te da tua estranha frieza quando não me vês, não o soubeste explicar, ou não quiseste.

Queria poder beijar-te quando quisesse, serem teus os meus lábios. Atacar-te da sensualidade que dizes que tenho, agarrar-te ao peito e que não quisesses sair mais… Espero pelo que sei que nunca vai ser.


Recordo todos os dias os olhares que trocamos e as noites que fomos, e daí reconstruo uma vida sonhada, e gosto! Se soubesses o que eu fantasio para nós! Rir-te-ias, e “rir é tão profundamente viver”!

Vivo, contigo!!!


Mas olha, repara, escuta… Tudo o que vivemos, é irrevogável. Pelo menos isso levarei sempre comigo!

quinta-feira, 19 de março de 2009


De novo, a Lua!



Nós!


Sou tão tua... E não o sabes!


"Não fujas de mim..."


Sem pontos finais. Momentos!


Até sempre!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Reticências.


Quebram-se vidros…

Não quero por um ponto final. Sei que temos demasiadas vírgulas.
Mas desta vez, foi forte demais.
Penso-te demasiado, quero-te. Apresso-me em chegar a ti e aniquilar todos os passos lentos que devem seguir.
Estou cansada de querer demais, e no fundo, não ter nada. Estou a perder o que havia em nós.
Já não sei se acredito.
Sei que teremos sempre um nós à tua maneira, mas já não à minha. Já não consigo enquadrar isso na minha existência.
Estalam os vidros, vão-se quebrando à medida que te esqueces de mim. Mas desta vez, acho que simplesmente não tenho coragem (nem sei se me apetece) apanhar os estilhaços e reconstruí-los como quisermos…
Por enquanto, sairei… Abstrair-me-ei de ti. Tenho de o fazer…
Guardarei de mão fechada o que sinto, aguardo continuamente por ti, agora ainda mais em silêncio. Não, não vou lutar.
Ponto final, reticências.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Na dúvida, a certeza...



Sei que te sou. De algum modo, mas sou.
Sei que sou especial, diferente, singular, para ti… Sei que quando me olhas, vês a nossa magia.
Sei que, aconteça o que acontecer, eu serei sempre eu. E tu serás sempre tu. E nós.
Sei que guardas dentro de ti um nós bem nosso.
Sei que somos. Que vivemos, que amamos. Que aproveitamos cada segundo que nos sentimos. Sei que estamos.
Sei que serás. És diferente de tudo e, nisso, tão igual a mim.
Sei que fomos, somos e seremos.
E no enrolar de tantas certezas, paira uma única dúvida. E vacilo…
Será que podemos ser mais do que podemos ser?
Ninguém nunca saberá aquilo que contemplamos em nós!
Sei que te quero mais do que pensas, e que te tenho menos do que quero…
Sei que somos, nós.
E outrora as vidas se cruzaram com outras vidas, e as imagens são eternas e duram enquanto as mantemos vivas. A tua vida, a minha vida. Sempre desunidos pela realidade, mas nunca desligados da nossa história. És-me tanto…
E, agora, cada vez mais próximo te sinto… Nos sinto.

E tu, o que sabes?


Relembrei que já lá vão pelo menos quatro anos... Perde-se o tempo em mim, quando és tu!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Apagar.

Errar é humano, mas errar sabendo que se erra incessantemente, é pura burrice.

Hoje queria esquecer que existo.
Erros atrás de erros. Sei que me deixo levar pela triste imprudência, sei que estou e não sinto minimamente. E no entanto não me atrevo a parar antes. Ainda que pare a meio. E tudo sem sentido algum!!! Queria poder apagar tudo de mau que me tem sido, e apenas a mim me culpo...
Estou farta de mim. Preciso de férias da minha infeliz maneira de viver. Preciso de ser mais eu.
Preciso de ti, apenas.


Salva-me enquanto desconheces isto em mim... :(

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Medo...

Admito. Tenho medo.
De perder o infindável mundo que nos une. Que as sombras que me perseguem por minha exclusiva culpa te façam abandonar-me. Como me arrependo daquilo…

Os beijos trocados no mais recôndito lugar á vista de todos. A adrenalina sentida, enquanto alguém atrás daquela parede que nos segura, te fala. A porta fechada pode abrir a qualquer momento, e a cortina pode cair, mas é isso que nos provoca! Recordo cada segundo que em nós vive com o maior sorriso maroto venerando o nosso segredo.

E depois, a asneira… O não querer que saibas o quanto te quero… O não querer mostrar esta minha fraqueza escondida pela indiferença que te tento demonstrar… Qual fraqueza… És tu que me tornas forte! E não te posso dizer… Como me és, como te sinto, como te adoro!
Digo-te aquilo que não sou, na esperança de que não acredites… O que faço, no entanto, demonstra aquilo que te digo… Eu não o queria ter feito!
Sabes o que queria mesmo?
Aconchegar-me a ti, e bem pertinho do teu ouvido dizer-te: “quero ser só tua…”
Mas estrago sempre tudo!!! Tenho tanto medo de te querer, e, principalmente, de que tu não me sintas assim…
Apetece-me dizer à tua alma que não quero pensar no amanhã, e quero estar hoje contigo! E nunca adormecer para que o hoje dure para sempre… Quero ser nós!
Desculpa. Desculpa não ter visto o teu coração, desculpa ter perdido a consideração que tanto te tenho! Desculpa ter traído aquilo que me és… Tenho tanto receio de que não me sejas…
Agora… Vou-me entregar a ti! Sim, vou dizer-te! Vou dizer ao teu ouvido, à tua pele, ao teu corpo, à tua alma que te adoro! Vou dizer apenas que quero ficar, SÓ, contigo!
Mas antes, vou esperar pelo momento certo. Pelo momento em que conseguir libertar o sentimento… Num “hoje” futuro espero conseguir…
Até lá peço-te perdão por te querer demais…

Diz-me que me queres, dir-te-ei sempre “sou tua…”.
Para a eternidade, we know...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009


Desafio-te!
Não por gostar de ti ou por te querer assim!
Gostava que os teus minutos batessem a cada segundo que eventualmente me pensasses… Que tivesses coragem para o fazer! O relógio não pára, as pessoas passam. Que conseguisses esquecer a impossibilidade e te agarrasses ao teu tão certo desejo momentâneo. E quão irrelevante te é!
Que te cansasses de amar…. De sentir o fácil desejo de sentir por mil.
Que me olhasses e dissesses apenas: Tu!
Contra teses e teorias lineares, contra mim…
Desenho demasiadas histórias de uma só, espero sempre… Sim, por vezes acredito nesse conto de fadas… Qual cavalo branco arrebatador! Olhar, apenas. Ser.
O relógio dá as voltas que tu queres, faz-me apenas ficar, só a mim.
Queres que te esqueça, que simplesmente te desentranhe da minha alma e te deixe disperso pela ponte que atravessa a tua ligação… Queres ter-me enquanto eu danço com pezinhos de lã, e a música me atravessa fazendo disparar a concha de emoções! E o sorriso se solta naturalmente, escondendo a sedução que espontaneamente se propaga por nós…
Se algum dia tiveres a coragem, se algum dia o teu grande coração se fechar por mim e tiveres a ousadia de me seres, vê-me! A tua genuinidade atormenta-me… E és simplesmente como quero que sejas.
Se o teu corpo tão destemido na Noite soltar a bravura de um só e apenas um Sentir, olha-me!
Essa tua pureza provocadora de tantos seres… Temos isso em comum. O ser para quem não é tanto, meramente porque sim! Enganando sorrisos, esquecendo sentimentos sérios, jogando pelo prazer de sentir a atracção… Até porque é o que te sou, é… E encontro sempre um ponto com quem me faz sentir brilhar. Mas nunca sentirei o estreito vínculo que me faz olhar-te, ainda que não seja recíproco… É a verdade. Desculpa… Mas saberei sempre lidar com o que temos. Porque apesar de tudo, sei que quando somos, somos apenas. Nós! Amo isso em ti…
Pára o tic tac da tua chama…
Quando tiveres coragem, estarei à janela, olhando o céu coberto de nuvens passageiras que me levam em viagens pequenas e verdadeiramente deliciosas nos segundos que me esqueço! (De ti.) Solto as gargalhadas que bem me apraz soltar, serei sempre eu! Grito ao mundo! Sou. Tão eu, e esta alegria me alenta enquanto assim me retrato e vivo!

Desafio-te…. A ser…

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Continuo igual. Com as mesmas esperanças, e sem as mesmas certezas. Sinto falta de ti. Vou fingindo enquanto os segundos atravessam, e deixo pensar o que lhes parece ser o melhor de pensar.

No fundo, sou eu. A tentar não te ser.

Demasiado impossível, isto que me fazes viver... Tu, principalmente tu, devias deixar-me fugir... Obrigar-me até! Porque eu não quero, e isso deixa-me mergulhada em expressões ridículas e atitudes incompreensíveis! Liberta-me disto...

Finjo através de histórias que se contam... Sou a actriz principal, sem querer... Tudo para poder ser uma mera figurante que aparece durante um segundo à tua frente... E é esta a nossa história.Quero desaparecer dessa história, era melhor... Muito melhor!

E vou relembrando o que vivemos... E provoco o teu olhar, e sorrio à tua certeza que me irrita... Quero-te tanto, ali!!! E tenho saudades do "ali"...

Quanto ao que te assustou, desculpa... Afastar-me-ei agora, aos poucos, para não notares e não me voltares a chamar... Mas gosto de ti, e sem pensar, espero que o telefone toque e fingirei, talvez... Seremos novamente! Magia...

A lua, essa está sempre presente. E esteve. Não consigo sequer reagir. Noite. Toque. Magia. Nós. Acordar. Contigo. Assim!

(Desculpa aquilo, tu sabes... Serei quem tu queres que seja - e quem eu era - descansa!)

"Dá-me um beijo, que é teu desejo..."

Estarei por aí! À tua espera, enquanto quisermos. Com aquele meu sorriso...







"Eu adoro-te!"
Não me esqueço...