Às cócegas inofensivas seguiu-se o beijo desejado...
Simples.
:)
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Olá, Presente!
E quando menos esperava, quando mais sofria, quando menos precisava, quando mais queria... Ela encontrou uma esperança...
Entre olhares ingénuos e sedutores, misturados em conversas a três...
Trocas de inocentes insultos, camuflando a provocação constante... A ternura dos abraços dele querendo sentir o carinho evidente...
No final, as mãos entrelaçadas, um olhar afirmativo, mas uma precipitação a evitar... Foram embora... Beijaram-se apenas quando cada um dormia, bem distantes mas tão perto...
Agora aguarda o futuro, e ri em dias de chuva, canta nos caminhos da sua rotina, e sorri para as nuvens!
Ele entrou na alma dela numa fracção de segundo, deu-lhe a esperança desejada após meses de mágoas e sonhos tristes... E esse passado já nem lhe interessa...
Mesmo que nada seja, já aconteceu o melhor... Uma nova história, um novo sorriso... Voltou a acreditar!
A vida está lá fora, e eu também! :)
"A tristeza tem sempre uma esperança,
de um dia não ser mais triste não!"
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Carta ao Passado

Queria um segundo, apenas um.
Para mudar.
Mas não quero... Absorvo cada história que em mim viveu, transpiro mágoas, esqueço por vezes os bons momentos.
Já completei sorrisos, já espetei facas em corações desprotegidos, já doeu, já fui! Já me culpei, me julguei, me perdoei, me persegui.
Hoje digo apenas: basta!
Tu, Passado, não quero que sejas mais... Vives em mim todos os dias, quando acordo e quando me deito. Há coisas que ainda me atormentam, mas não deixo de ser por isso...! Não ficarei ad eternum presa na dor que ninguém vê...
Aprendi contigo, esqueci-me de ti, revives em mim.
A resposta à tua mágoa é o meu sorriso. A minha luta é a tua consequência. Viver é o meu caminho!
PS - Já eras...
"Carpir mágoas sobre o passado é gastar energia que é necessária para reconstruir o futuro."
Para mudar.
Mas não quero... Absorvo cada história que em mim viveu, transpiro mágoas, esqueço por vezes os bons momentos.
Já completei sorrisos, já espetei facas em corações desprotegidos, já doeu, já fui! Já me culpei, me julguei, me perdoei, me persegui.
Hoje digo apenas: basta!
Tu, Passado, não quero que sejas mais... Vives em mim todos os dias, quando acordo e quando me deito. Há coisas que ainda me atormentam, mas não deixo de ser por isso...! Não ficarei ad eternum presa na dor que ninguém vê...
Aprendi contigo, esqueci-me de ti, revives em mim.
A resposta à tua mágoa é o meu sorriso. A minha luta é a tua consequência. Viver é o meu caminho!
PS - Já eras...
"Carpir mágoas sobre o passado é gastar energia que é necessária para reconstruir o futuro."
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Despedida.
Queria esquecer o que tanto me atormenta... Perder no tempo tudo o que contigo vivi...
Voltar atrás o filme sofrido e reconstruir da forma mais fácil. Não sentir.
Que o meu pensamento não fosses tu... Que a lua que hoje vejo não me fizesse recordar-te...
Se tu pudesses imaginar o quanto me magoas...
Quando acordo assustada e feliz porque sonho que és meu... E nunca o foste, não...
Embrulhaste-me em mentiras odiosas, arrancaste de mim o que eu nem sabia que em mim existia!!
Fui tão tua...
E ainda tenho saudades... Do teu olhar arrepiante, do teu beijo... Como desfalecia em ti...
Digo, enganosamente confiando, que nunca regressaria ao nosso sofá... Que o perdão é impensável, e a desilusão é infinita...
Mas se me beijasses de novo como naquela noite, sabes que nunca iria conseguir resistir...
No entanto, no final, era eu que me ia embora... Faltou isso. A minha despedida.
O sofá agora, é dela.
Os abraços fortes e seguros, o olhar terno e selvagem, o beijo apaixonado e único... Nada mais será meu,
E, admito, entre lágrimas raivosas, eu tenho saudades tuas! ...
Odeio-te tão só pelo amor solitário que em mim deixaste... Pelas noites sem dormir, pelas lágrimas que tiveram que ser escondidas por sorrisos e gargalhadas tão falsas... Pelo vazio triste, simplesmente triste, que criaste...
Escondo em momentos estúpidos, em pessoas insignificantes, aquilo que me és... Obrigaste-me a não ser eu...
E quando tudo acabou não foste capaz de o dizer!! Dizias-me que era sério o que tinhas, e continuavas a dizer que eu te era... Atitude mais merdosa e infantil...
Sei que um dia me vais pedir perdão, que vais querer a minha amizade de novo... Mas nunca mais serás.
Perdeste-me e eu perdi-te.
Resta-me esquecer que tivemos momentos de magia única e de um mistério incompreensível... Que o meu amor ainda subsiste, e que a tua fuga me atraiçoou...
Ainda te queria só para mim...
Mas por favor, mostra-me que não me queres! Diz-me que foste embora de vez e faz-me acreditar que isso é verdade! Deixaste aberta uma esperança sem fundamento mas sem palavras!!!
Tiveste medo das minhas lágrimas, tiveste medo que a minha dor te assombrasse. Mas um dia vais saber o que sofri. Não por vingança nem por ódio, não. A vingança é impensável, e o ódio que tenho é pelo que sinto e não por ti.
Mas pela amizade que te tinha, pela confinça que em ti depositei, pelo respeito que sempre te tive, pela admiração, pelos anos de convivência, pelos momentos, pela honestidade que sempre tivemos enquanto amigos, um dia, sim, saberás o sofrimento que me persegue todos os dias desde o dia em que me disseste que "é para valer", as lágrimas que me consomem sempre que as recordações aparecem, saberás a dor que tive, e o aperto que senti... A aflição e o choro convulsivo que tive a primeira vez, sim, saberás.
.
.
Porque nunca me mandaste embora?!? Era mais fácil...
Fraco...
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

"(...) Queria mais, vê tu! Queria viver no limite todos os dias, queria que as coisas estivessem sempre a correr. Conhecer novas pessoas todo o tempo, sair, ir a discotecas, divertir-me todos os dias, sentir que podia seduzir todos à minha volta e brincar com isso. Mas agora, agora que a noite chegou e que fiquei sozinha, agora que te foste embora para a tua vida, agora que sei que também tu voltaste para uma casa onde tens alguém à tua espera, alguém que te ama, alguém que te dá paz, também a mim, de repente, me apetecia poder ir para casa e ter à minha espera alguém que me amasse. Não, não estou a dizer que queria que fosses tu. Não estou a dizer isso, estou a falar de alguém. Alguém sem nome.
Eu sei que algures, mais adiante na minha vida, hei-de encontrar quem esteja em casa à minha espera quando eu chegar. Sim, eu sei, está escrito, é sempre assim. Mas era agora que eu queria não sentir este vazio, não te sentir tão distante, tão longe do deserto. Queria só dar um sentido à nossa viagem. Já sei, já sei que nada dura para sempre - só as montanhas e os rios, meu sábio. Mas o que fomos nós um para o outro: apenas companheiros ocasionais de viagem? Com o tempo contado, com tudo previamente estabelecido e com prazo de validade previsto à partida? Foi só isso, diz-me, foi só isso o nosso encontro? Não ficou mais nada lá atrás, não deixámos nada de nós os dois no deserto que atravessámos?"
No teu deserto
Miguel Sousa Tavares
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